quinta-feira, 24 de março de 2011

Apenas deixe ir


Que medo é esse?
Por acaso em seu dedo é marcado meu nome?
Por acaso há um nome impresso em seu coração senão o de Deus?
E se há algum, o que me importa?
Seria eu um raptor de imagens,
Um coletor ilegal de lembranças?

Abro meus dedos,
E aquilo que tanto apertava na palma deixo ir.
Apenas deixo que se vá,
Pois ninguem ama o oficial que prende,
Mas sim o viajante que nada tem.

Entendo que se ganhar algo ou alguém por aquilo que tenho
Perderei quando deixar de ter.
O dono da chave, pode trancar uma pessoa dentro de si,
mas tudo prova que ao abrir a porta, ela vai fugir.
Então deixo ir, despejo a chaves que te trancam na cadeia.
Saio do posto de carcereiro,
E subo à luz do sol.

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